CLANDESTINO
MEMÓRIAS POLÍTICAS
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Biografia, Ciência Política
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Sinopse

Clandestino

Memórias Políticas

Autor: Edgard de Almeida Martins

Sinopse:

CLANDESTINO

MEMÓRIAS POLÍTICAS

DE EDGARD DE ALMEIDA MARTINS

ORGANIZAÇÃO

ELIANA FLORIANO DA SILVA THAELMAN CARLOS MACHADO DE ALMEIDA

Desde 1946, filiado ao PCB – Partido Comunista do Brasil – fez parte do núcleo de organização do I Congresso dos Lavradores de Marília e região. Impedido por militares, que se deslocaram da capital até a região para reprimir os trabalhadores, foi preso, interrogado e torturado por agentes do DOPS – Departamento de Ordem Pública e Social. Quando saiu liderou ao lado de João Camilo Sobrinho e Alípio Lopes a primeira insurreição de camponeses no movimento, que ficou conhecido como o “Levante de Tupã”. Inicia sua vida clandestina usando os nomes de “Matias”, “Cid”, “Milton”, “Miro”, “Gustavo” e outros, organiza as lutas dos camponeses da Guariroba, a campanha Pró-Paz na Alta Araraquarense e as revoltas camponesas na Alta Sorocabana ao lado de outros líderes como Nestor Vera e o médico, Dr. José da Silva Guerra. Atuou com Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira no PCB. Participou da reorganização do PC do B em 1962, com Pedro Pomar e José Duarte em Votuporanga, Fernandópolis, Jales e Santa Fé do Sul. Foi chefe de equipe do terceiro e último grupo, que foi à China, desafiando a repressão da ditadura de direita, em 1966. Esteve com Mao Zedong e Chou En Lai dirigentes PCCH e do Exército Vermelho Chinês. De volta ao Brasil e à clandestinidade, participou da luta pela guerrilha em Cáceres, no MT. Era o “cerco da cidade pelo campo”. No ano de 1968, pouco antes da promulgação do AI-5, assinado por Jarbas Passarinho, foi acusado de liderar ações terroristas, comandando a “Gang da Metralhadora” no assalto ao trem pagador e iniciando a “era do crime organizado em São Paulo”. Questionador do “foquismo” de Régis Debray propôs a unidade da oposição armada contrapondo-se a ações em rede. Lutou na direção da Ala Vermelha, uma das principais organizações clandestinas, para que se convertesse em Partido, Leninista, de “novo tipo”. Reagiu a tiros ao ser sequestrado por soldados do Exército e agentes do DOI-CODI em sua casa, ao lado do camarada de lutas Élio Cabral de Souza. Torturado, passou dez meses preso nas celas daquela prisão. Testemunhou torturas e crimes. Resistiu, sobreviveu. Prisioneiro do Alto Comando do Estado Maior do Exército. Voltou ao trabalho.Perseguido e vigiado no trabalho, evitava comprometer companheiros. Acusado por burocratas do partido, que emergiram com o fim da ditadura, ávidos por decisões de cúpula, negando a luta, adotando o comportamento da repressão e as mesmas posturas policialescas dos velhos dirigentes da esquerda, acusando e julgando o militante, que temiam, atacando e negando-lhe o direito básico de defesa. Recompôs-se e na década de 80, foi eleito delegado do PT e MST – das regiões da Alta Paulista e Sorocabana. Foi vice-presidente do PT e de volta a refundação do PC do B, em Tupã. Camponês, operário, trabalhador, companheiro, pai, avô e bisavô, faleceu em 08 de Outubro de 2004, com 75 anos. Sua vida e suas lutas estão relatadas nessas suas memórias, que se confundem com a formação e a história da esquerda no interior de SP. Seu legado: uma história de lutas para quem luta pela vida. Thaelman Carlos 20.09.2012

Características
Número de páginas 319
Edição 1 (2012)
Formato A5 (148x210)
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Fale com o autor
EDGARD DE ALMEIDA MARTINS

Jornalista e poeta. Autor dos livros de poesias "Como Faziam os Poetas" 1975; "Além de Todas as Coisas" 1978; participei da exposição "Poucos e Raros" na Biblioteca Mário de Andrade e na Alemanha, na década de 80; ANGU - Arte, Poesia & Kontrakultura 2002 e organizador com Eliana Floriano da Silva do livro Clandestino - Memórias Políticas de Edgard de Almeida Martins.

Sua obra mantém a característica de experimentações de linguagens, em especial a urbana, flagrando o cotidiano dos falantes da cidade de São Paulo e expandindo-a em poesia e arte, como expressão da revolução, que a vida sempre propõe.

Como dizia, Oswald de Andrade, um homem sem profissão. Profissional, é claro!

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