Illan é um órfão do povo Tavrim, varredor na catedral do Sol de Calen'Vir, e carrega no braço marcas finas que pulsam num ritmo que não é o do coração dele. Na noite em que o Priorado invade a biblioteca atrás dos livros que a fé manda queimar, o velho bibliotecário que o protegia é levado — e o menino escapa com o pior objeto possível nas mãos: o tomo proibido que responde às suas marcas.
A fuga o arrasta para fora do mundo dos homens: uma floresta que o reconhece pelo tato, dríades que julgam cantando, um vilarejo onde uma boneca de palha ama uma menina até quase apagá-la, a traição de um homem bom — e os portões de uma cidade élfica construída dentro de uma ferida na pedra, que esperava outra pessoa. Lá, ao tentarem ler a marca do menino, os elfos descobrem o que ela é: não foi escrita. Foi lavrada.
Nenhuma profecia espera por Illan. Ele não é eleito: é detectado — e cada verdade descoberta sobre o menino só aumenta o preço de carregá-lo. Do outro lado da estrada estão os únicos capazes de ler o que foi lavrado na sua carne; atrás, uma fé inteira convencida de que calar o que ele carrega é misericórdia. Neste mundo, toda gentileza cobra, todo abrigo tranca, e até a espada entregue na hora da partida é uma dívida.
| ISBN | 9786502237755 |
| Número de páginas | 378 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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