Diários do Desassossego
Por Jardim
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Literatura Nacional, Poesia
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Sinopse

Diários do Desassossego retrata a condição da alma humana

através das confissões expostas em cada um de seus poemas. Em cada verso sobressaem reflexões e uma sensibilidade que vai aflorando a cada página. Sintetiza angústias, sonhos, incertezas sem descanso.

O desassossego é parte do contexto humano. Mais que simples

angústia, é a intuição da existência em toda a sua omplexidade

amorfa. Não existe trégua para o poeta, seu espírito apenas

apreende o universo em seu vazio e o descreve conforme às

próprias vistas, coisas reconhecidamente íntimas. A transformação que lhe sussurra às entranhas lhe empurra o mundo goela abaixo.

A vida, um enigma a ser decifrado, não poupa a ninguém da dor. A perplexidade diante dela, que não oferece sossego aos que

buscam respostas, deixa apenas o refúgio das sensações que estão atrás dos sentidos, constatações em preto e branco. Uma

revelação às avessas, descobrindo a razão de todas as coisas no nada e na ausência. O desejo não tem outro papel que não o de se mover neste limbo.

A palavra desassossego refere-se a uma perturbação existencial

presente na inquietação e incerteza inerentes a tudo o que é

narrado. O livro assume dimensões inesperadas tal como uma

bíblia sem deus, numa eterna brevidade contínua. O poeta repleto de dúvidas e hesitações parece estar sempre à procura de algo mas não sabe exatamente o quê. Um balanço sobre a vida, a solidão, o amor, a saudade. Um livro vivo, intrigante, envolvente, interminável. Definitivamente perturbador.

Características
Número de páginas 122
Edição 1 (2015)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Fale com o autor
Jardim

Dizer quem somos soa estranho, como se estivéssemos completos, finalizados, como se a vida fosse linear e não a permanente e constante mutação em processo que encarnamos.

Sou apenas um bardo. Nada além daquele que quero ser. Nada aquém daquele que fui. Resultado de tudo aquilo que senti, tudo aquilo que criei, das histórias que inventei, dos sentimentos que fingi, daquilo que sofri, daquilo que ganhei. Um brinquedo nas mãos da matemática do caos.

Me faço poeta para libertar as emoções que estão aprisionadas nas masmorras da alma, refugiar-me dos meus demônios. Na guerra eterna de todos os dias, na guerra desigual de todas as noites. Sou a soma de tudo o que vivi e que sonhei, um colecionador dos resultados que os dados do acaso fornecem.

O jardim é uma tentativa humana de organizar a natureza, ordenar o desordenado e também uma alternativa para organizar e conciliar a metamorfose das emoções, ordenar as leituras de mundo, decifrar a própria existência. Mas Jardim também é aquele que me habita, meu alter ego que assina estas poesias. Um pedaço de mim que se aventura pelos portais onde nunca me aventurei. Aquele que enxerga até onde meus olhos não alcançam. Aquele que se traveste de sonhos e prova sua íntima parcela de morte e de vida. Aquele que espera e conquista. Que chora e sorri. Minha âncora, meu sangue, minha sede. Em sua incandescência a nomear as coisas, apagar as sombras, revelar o íntimo das palavras. Meu maior patrimônio são os meus versos, com eles construo meu jardim.

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