Dolores e os ogãs de Ogum; não se trata apenas de uma simples história romanceada de época, com enredo religioso, leve, adocicado, cor-de-rosa. Não mesmo! É picante, cômica, ousada, contraditória, atrevida! Dolores transita com facilidade por elementos que compõem a vida, a formação espiritual, sexual e de caráter do ser humano comum de sua época, que vivia suas paixões reprimidas e sua religiosidade oculta sob o grosso véu da hipocrisia dessa mesma sociedade. Dolores talvez seja a essência de uma minoria livre para viver grandes paixões, proclamar livremente sua fé, sonhar e viver para conquistar a realização de seus sonhos; aqueles que não se entregam ou se deixam oprimir diante da repressão dos que lhes impõem normas morais, espirituais e ideológicas impostas, sem qualquer argumento contrário — as regras estabelecidas pelo sistema, seja em qual for a época. Nascera livre e vivera livre sua vida sexual, religiosa e social. No ponto de vista dos mais conservadores de sua época, tratava-se de uma amoral, sem fé, sem virtudes que a conduzisse ao céu, este idealizado por tal sociedade. Com o dinheiro e posição social de que gozara, impôs à sociedade paulistana o seu modo de ser e viver, a sua religião e suas contraditórias paixões. Podemos chamar Dolores de santa profana. Viveu para ser ela mesma, não o que desejaram que fosse.
| ISBN | 9786500133332 |
| Número de páginas | 168 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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