A razão saudável nasce das experiências de fé e confiança (pístis) no cosmos divinamente ordenado, e de amor (philia, eros) pela fonte divina de ordem; é um fluxo de tensão para o Fundamento divino da existência que só acontece no homem maravilhado.
A abertura para o Fundamento não deixa dúvidas sobre como a ligação entre a Razão e Fé é essencial para a compreensão do assunto fundamental da psicopatologia: se a razão é a philia existencial, se é a abertura da existência elevada a consciência, então o fechamento da existência, ou qualquer obstrução à abertura, afetará prejudicialmente a estrutura racional da psique.
Ao afetar a estrutura da psique, o fechamento da alma para o Fundamento afeta a capacidade de entendimento do homem, sua racionalidade e sua compreensão da própria estrutura da realidade. A inquietação e desejo de conhecer pode desenvolver um raciocínio em busca de conhecimento e se tornar uma busca apenas pragmática se esta for uma busca sem a philia existencial ou sem a fonte erótica, de amor pela ordem divina. É o tipo de razão do homem mortal (thnetos), uma racionalidade apenas prática, desumanizada, desatrelada do amor pela humanidade. Mas, pior que isso, a perda da racionalidade e do amor existencial pela origem comum, pelo próximo, leva a pneumatologia da perda da empatia ou à sociopatia ou psicopatia. Essa doença da alma é a grande responsável pela desordem moderna e um dos sintomas do que conhecemos como a crise da civilização ocidental.
| Número de páginas | 611 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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