Cesar José Fontanari apresenta a trajetória de Felício, um menino de doze anos na Vila Flores, cujos gestos simples de distribuir bilhetes manuscritos e doces transformam o cotidiano da Serra do Mar. O que começa como um despretensioso exercício de conexão dentro da sala de aula da professora Amora ganha proporções inesperadas quando o padre Inácio sugere o uso de balões para expandir o alcance daquelas palavras. A narrativa acompanha o impacto dessa bondade deliberada em uma comunidade que subitamente se vê sob o foco da curiosidade externa, enfrentando a especulação imobiliária e o pragmatismo de autoridades locais que tentam capitalizar sobre a ingenuidade poética do garoto. A obra explora a tensão entre o progresso desenfreado e a resistência silenciosa do afeto. Através do olhar atento e maduro de Felício, o leitor é conduzido a uma reflexão sobre a real importância de se manter a humanidade em um mundo apressado. Este é um relato sobre o poder dos pequenos atos, revelando que a verdadeira transformação de um lugar não reside em grandes construções, mas na capacidade coletiva de preservar a gentileza como o alicerce mais sólido de qualquer convivência.
| Número de páginas | 64 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Quadrado (200x200) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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