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Livro GENOCÍDIO AMERICANO

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

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Sinopse

Entre os relatos históricos, nenhum vem mais sombrio do que a ascensão e queda do império espanhol. Arrogantemente confiante em sua superioridade militar e religiosa - assim diz a história - a Espanha começou a conquista do Novo Mundo, suprimindo as civilizações dos astecas e dos incas, submetendo-os ao domínio férreo de sacerdotes fanáticos e conquistadores vorazes.

Mas a arrogância imperial trouxe um castigo punitivo. As riquezas das Américas produziram decadência e declínio. E, no século XVIII, enquanto a Espanha corria cada vez mais atrás de suas rivais Inglaterra e França, seus governantes foram reduzidos à ânsia por seus dias de glória sob Filipe II, num desamparo onde toda a sua grandeza anterior havia desaparecido.

O domínio colonial nunca conseguiu subjugar os vastos territórios que os cartógrafos descreviam como “espanhóis”. E, ainda mais controverso, não houve “declínio da Espanha” real, apesar do arrependimento de intelectuais nostálgicos do século XVIII.

Desde a “reconquista” da Península Ibérica até os mouros do final do século XV, a Espanha era na verdade uma confederação frouxa de vários reinos e jurisdições separados, cada um com diferentes tradições culturais e linguísticas. Faltavam recursos financeiros ou humanos para embarcar no dispendioso negócio da conquista.

Seu império na Europa - que, na década de 1550, incluía a Holanda, a Sardenha, postos avançados no norte da África e grandes extensões da península italiana - foi adquirido principalmente pelos acidentes da herança dinástica. E mesmo no Novo Mundo, a aquisição de território deve-se mais à busca privada de saque do que a um programa oficial de expansão territorial. A existência de conquistadores não implica uma estratégia coerente de conquista apoiada pelo governo.

Além disso, essas “conquistas” raramente eram assuntos inteiramente espanhóis. Na Europa, a mão-de-obra era fornecida por tropas italianas, francesas, neerlandesas, bávaras, irlandesas, francesas e polonesas. As finanças vinham não da Espanha, mas de banqueiros alemães, florentinos e venezianos.

Mesmo com os próprios conquistadores, o conhecido relato de homens estupendos como Hernan Cortez (o conquistador do México asteca em 1521) destruiu civilizações inteiras nas Américas com um punhado de soldados que se revelam em grande parte mitos. Cortez, por exemplo, nunca poderia ter conseguido sem a assistência militar de vários milhares de guerreiros nativos de Tlaxcala, felizes demais para ver o fim do domínio asteca.

Da mesma forma, a conquista de Pizarro do Império Inca no Peru - um processo que se estendeu por cerca de 35 anos - teria sido impossível sem o apoio militar ativo dos clãs indígenas rivais. Os povos indígenas nativos eram quase sempre cúmplices no processo de conquista.

A obtenção de qualquer medida de controle governamental central sobre esses esforços esporádicos de aventureiros mostrou-se altamente problemática. Na longínqua Espanha, Frei Bartolomeu de las Casas defendia os direitos dos povos nativos (dois séculos antes de qualquer coisa comparável na Inglaterra protestante), e governantes bem intencionados como o imperador Carlos V (rei Carlos I da Espanha) emitiram éditos, como novas leis de 1542, contra a sua escravização. Mas do outro lado do globo, nas selvas do Panamá ou nas terras altas do Peru, era a lei de fronteira dos colonos que tendia a prevalecer.

A crueldade dos espanhóis era incontroversa; impiedosa, bárbara e nunca controlada pelo regime colonial. Quando, por exemplo, 15 colonos no Yucatán foram mortos pelos maias em 1546, os espanhóis retaliaram com a escravização de 2.000 homens, o enforcamento de suas mulheres e a queima de seis sacerdotes nativos.

Vírus, micróbios e bactérias foram por sua conta muito mais eficazes. Em todas as Américas, a chegada dos conquistadores provou ser uma catástrofe demográfica para as populações indígenas, uma vez que sucumbiram em centenas de milhares à varíola e a outras doenças européias até então desconhecidas.

No entanto, por suas brutalidades esporádicas em relação aos índios, os colonos nunca procuraram acabar com os povos nativos, pela simples razão de que precisavam deles se suas minas e propriedades continuassem a funcionar: o genocídio era ruim para os negócios. Nem as culturas nativas de repente entraram em colapso como resultado do choque do confronto com o mundo superior espanhol. Tanto nas Américas quanto nas Filipinas, havia grandes extensões de território que permaneciam inconquistadas - até o século XVIII - e fora do alcance do regime colonial.

Atitudes em relação à raça eram similarmente complexas. Enquanto em casa os reis espanhóis proibiam o casamento com os judeus e os mouros no interesse da “pureza do sangue”, nas Américas eles encorajavam ativamente o casamento entre os conquistadores e as nobidades nahuas e incas. Com o tempo, o preconceito racial se desenvolveu (particularmente para os pobres mestiços); mas as elites crioulas continuaram a se orgulhar de suas próprias pretensões de descender da linhagem principesca nativa e ostentaram o fato no retrato e nos brasões.

No entanto, se a Espanha não fez o império, o império foi a construção da Espanha. O processo de tornar-se (quase involuntariamente) uma potência mundial criou uma identidade coletiva dos diversos povos da Península Ibérica e, por sua vez, proporcionou a confiança para uma fase posterior - e muitas vezes negligenciada - de expansão imperial no início do século XVIII.

Categorias: México, América Latina, América Central, Não Ficção, Geografia E Historia, Educação
Palavras-chave: amÉrica, conquista, espanha, genocÍdio

Características

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Número de páginas: 32

Edição: 1(2018)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Sobre o autor

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ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


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