LÍNGUA PORTUGUESA
- A ORIGEM -
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Medieval, Europa, Antigo, Não Ficção, Geografia E Historia, Educação
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Sinopse

Estando certos homens de qualidade em conversação, tratou-se da antiguidade da cidade de Mérida, e assentando os mais que fora edificada em tempo de Augusto para nela recolher os soldados jubilados que chamavam eméritos, e que por isso se chamara a cidade Emérita Augusta, disse um da companhia que estavam enganados que muitos centos de anos antes dos imperadores romanos era já cidade, porque David no Salmo que começa: Qui habita, in adiutorio altissimi, fazia menção do diabo Meridiano, não sabendo, por falta da analogia, que se o diabo fora de Mérida, Emirilense lhe houvera o Profeta de chamar, e não meridiano, como chamam as coisas do meio dia. Destes erros assim, ou sejam, de opinião errada, ou ignorância, dizia Júlio César que se guardassem como quem entendia, que desfaziam muito na reputação de um homem.

Conta Duarte Nunes de Leão (c. 1630-1608), em sua publicação sobre a história da língua portuguesa, datada de 1606, que “Posto que Antonio Nebrissense varão douto, e de maduro juízo, tem para si que até o tempo dos romanos careceram os espanhóis do uso das letras, e que as primeiras que tiveram foram as dos mesmos romanos, que são as latinas. Para esta opinião não se move por outra conjectura, senão que nunca em Espanha se achou moeda, ou letreiro, em que houvesse letras espanholas, gregas ou púnicas, achando-se dos romanos muitas moedas, e letreiros. A qual conjectura é muito fraca; porque, quanto as moedas, muitas nações estiveram muito tempo sem cunhar moeda, e usavam dos metais por peso em suas compras e trocas em lugar de dinheiro, a que os romanos depois chamaram pecunia, vez que nas primeiras moedas de cobre esculpiram o que em Latim se dizia pecus. E os mesmos romanos, gente de grande governo e polícia, estiveram tanto tempo sem cunhar moeda de ouro ou prata, que, conta Plínio, no livro 33 da História Natural, que a primeira moeda de prata que se cunhou em Roma, foi cinco anos antes da primeira guerra Púnica no consulado de Q. Fabio, havendo já quinhentos e oitenta e cinco anos, que sua cidade foi fundada, e que a primeira moeda de ouro se cunhou depois daí a sessenta e dois anos. Por qual razão ficaram aos romanos depois muitos nomes de pesos, libripens, stipendium dispendium, impendium, por nomes das mesmas moedas pela correspondência que tinham aos pesos, porque antes se pesavam os metais.

Quanto a outra razão que Antonio Nebrissense dá de se não acharem letreiros antigos na Espanha senão dos romanos, não era de espantar, porque só eles, como homens dos mais generosos espíritos, e polícia e mais cobiçosos de honra e fama, buscavam esses meios para perpetuarem sua memória; o que, na outra gente bárbara da Espanha, ou Fenícia, não havia, nem nos gregos víndicos e mercantis de que os mais vinham à Espanha buscar ouro e prata, e não se divertiriam com essas imaginações de honra e memória.”

A língua Latina que naqueles tempos se falou pura como em Roma, e no mesmo Latim até a vinda dos vândalos, alanos, godos e suevos, e outros bárbaros que aos romanos sucederam e corromperam a língua latina com a sua, e a misturaram de muitos vocábulos assim seus como de outras nações bárbaras que consigo trouxeram, de que se veio fazer a língua que hoje falamos, que por ser língua que tem fundamentos da romana, ainda que corrupta lhe chamamos hoje Romance.

Desta introdução da língua latina, que os romanos fizeram na Espanha e como de muitas nações e vários costumes, se vieram a conformar e parecer tudo um povo romano, é testemunha a mesma língua que hoje falamos, ainda que corrupta, uma pedra antiga que se achou na cidade de Empúrias, do reino de Aragão, que era habitada pelos gregos e espanhois que diz assim:

“EMPORITANI POPVLÍ GRECI HOC TEMPLVM SVB NOMINR

DlANA EPHESIE E O SECVLO CONDIDUQUE, QVO NEC DELICTA GRECORVM LINGVA, NEC IDIOMATI PATRLE IBERI HECEPTO, IN MORES, IN LlNGVAM, IN IVRA, IN DITlORVM

CESSEUE ROMANAM. M. CETEGO, ET LVCIO APR0NI0, COSS.”

Que querem dizer:

“Os moradores gregos da cidade de Empúrias edificaram este templo à invocação da Deusa Diana de Epheso no tempo que não deixando sua língua grega, nem tendo tomada até então a língua natural dos espanhois, se sujeitaram aos costumes, à língua, às leis, e ao senhorio dos romanos sendo Cônsules, M. Cetego, Lucio Apronio”.

Características
Número de páginas 52
Edição 1 (2020)
Formato A4 (210x297)
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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