MEU PARENTE MAIS PRÓXIMO

Por Davi Roballo

Código do livro: 972722

Categorias

Literário, Filosofia E Aspectos Sociais, Psicologia, Literatura Nacional, Filosofia

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Sinopse

Há livros que procuram explicar o mundo; este o desmascara.

Meu Parente Mais Próximo não se constrói como narrativa linear, mas como travessia filosófica pelas ruínas do humano contemporâneo. A obra investiga, com rigor quase cirúrgico, o desmoronamento das antigas certezas — Deus, verdade, identidade, progresso — e expõe o indivíduo diante de sua condição mais nua: um ser lançado no tempo, condenado à consciência e à própria finitude.

Ao percorrer temas como a dissolução das relações, a inflação do ego, a mecanização da vida, a fragilidade da ética e a solidão ontológica, o livro revela uma tese incômoda: o ser humano não perdeu apenas o mundo — perdeu o centro de si. E, nesse vazio, tenta sobreviver entre aparências, métricas e distrações que o afastam ainda mais de sua própria essência.

Escrito sob a condução filosófica de Eliade Constâncio, mas atravessado por múltiplas vozes que compõem uma consciência fragmentada, o texto alterna entre reflexão, denúncia e provocação. Não oferece consolo nem respostas fáceis. Propõe, antes, um confronto: olhar sem filtros para aquilo que permanece quando tudo falha.

No fim, resta a constatação que dá título à obra — não como metáfora, mas como diagnóstico: quando todas as relações se desfazem, quando os sentidos colapsam e as máscaras caem, o único parente que permanece é a própria consciência, acompanhada pelo tempo e pela queda inevitável.

Características

ISBN 9786502064610
Número de páginas 419
Edição 1 (2026)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Polen
Idioma Português

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Davi Roballo

(São Borja-RS, 1974) é um ferreiro de palavras e exilado voluntário do espetáculo contemporâneo. Recluso por natureza e incendiário por vocação, forja sua literatura nas brasas do silêncio e da dúvida primordial. Escreve como quem atravessa ruínas com os pés descalços — sem pressa, sem escudo, sem concessões. Sua obra é um duelo entre o verbo e o abismo.

Sua escrita — comparada a um cruzamento entre Nietzsche e Fernando Pessoa em um beco mal iluminado pela consciência — é uma cirurgia sem anestesia na alma do mundo. Cada texto é o desmonte minucioso de uma realidade falsificada: Roballo escreve como quem abre um relógio para encontrar, não os ponteiros, mas o vazio que os move. Seus versos são cinzéis. Seus ensaios, labirintos. Cada linha é uma ferida que pensa.

Vive em Porto Alegre-RS, cercado por livros gastos, cadernos manchados e um laptop antigo — arma e espelho — onde escreve como quem afia uma lâmina invisível. Não concede entrevistas. Não frequenta saraus. Sua biografia é uma página em branco selada com sangue seco — e é exatamente assim que prefere habitar o mundo: como uma interrogação encarnada, um exílio que fala, um eco vindo das zonas inomináveis do ser.

Poeta, ensaísta e jornalista, Roballo funde a delicadeza lírica com a precisão analítica de um bisturi. Bacharel em Comunicação Social pelo Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), é Especialista em Jornalismo Político pela Universidade Gama Filho (Brasília-DF) e Especialista em Comunicação e Marketing (Unigran). Essa tríade formativa aguça seu olhar: carrega a frieza de quem decifra as engrenagens do poder — e no coração, o ardor de quem ainda ousa acreditar no mistério.

Influenciado por titãs como Nietzsche, Schopenhauer, Pessoa, Rumi, Osho, Dostoiévski, Baudelaire e Sylvia Plath, sua escrita é um sismo interior: não consola, não distrai, não embeleza — desnuda. Com uma linguagem densa, hipnótica e filosófica, seus textos atravessam os temas centrais da condição humana: a efemeridade do tempo, a ilusão da identidade, o anseio pela transcendência e a inquietação diante do absurdo.

Ao longo de sua trajetória, criou uma constelação de heterônimos — Ícaro Severiano, Aurélio Salvatore, Baltazar Orion, Eliade Constâncio, Leônidas Fausto, Gonçalo Bragança, Zarif Khalid e Heitor Souto-Maior — vozes múltiplas que encarnam suas diversas vertentes: o místico, o rebelde, o trágico, o visionário, o errante. Cada um deles é uma fenda na máscara do autor — ou talvez, o próprio autor multiplicado em espelhos estilhaçados.

Mais do que um escritor, Davi Roballo é uma inquietação literária que se arrasta, pulsa e persiste. Sua obra não se lê: atravessa-se. Em tempos de superfície, sua palavra é vertigem. Em tempos de ruído, seu silêncio grita.

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