Ele promete acabar com a corrupção, unir o povo, colocar ordem no caos. Todo ciclo eleitoral fabrica um novo messias — e a cada ciclo vivemos a mesma decepção. A pergunta que deu origem a estas páginas não sai da minha cabeça: será que o Brasil quer mesmo um salvador da pátria?
Escrita no calor da polarização, esta obra partilha um desconforto que talvez seja também o seu: a sensação de que colocamos em líderes e ideologias uma esperança que eles jamais poderão carregar. Partindo da tradição reformada, percorro a laicidade, a corrupção, a idolatria política e o papel do cristão como cidadão, sempre à luz das Escrituras e da doutrina das esferas de soberania.
Não vim aqui para empurrar uma bandeira partidária ou uma tradição confessional. Meu convite é outro: olharmos juntos para o caminho do Evangelho, confessando que nenhum governo terreno — por mais promissor que pareça — pode ocupar o lugar que pertence somente a Jesus Cristo.
| Número de páginas | 100 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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