O chamado Livro de Jasher, ou Jasar (em hebraico סֵפֶר הַיָּשָׁר – Sefer haYashar, “Livro do Justo” ou “Livro dos Retos”), ocupa um lugar particularmente delicado e fascinante na história da literatura bíblica e parabíblica. Ele se encontra numa zona de fronteira entre a Bíblia hebraica, a tradição midráshica e a recepção moderna de textos antigos, frequentemente marcada por confusão, expectativa e, não raro, sensacionalismo. Para compreendê‑lo com sobriedade, é necessário distinguir com cuidado três níveis diferentes que costumam ser misturados sob o mesmo nome.
Na Bíblia hebraica, o Sefer haYashar é mencionado explicitamente apenas duas vezes. A primeira aparece em Josué 10:13, no célebre episódio em que o sol e a lua “se detêm” durante a batalha contra os amorreus: “Não está isso escrito no Livro de Jasher?”. A segunda ocorre em 2 Samuel 1:18, no lamento poético de Davi por Saul e Jônatas, onde se afirma que esse cântico estava “escrito no Livro de Jasher”. Essas referências indicam, com alto grau de probabilidade, que o termo designava uma coletânea poética ou histórica antiga, conhecida dos autores bíblicos, hoje perdida ou absorvida por outras tradições textuais.
Já na exegese judaica clássica, sobretudo a partir de comentaristas medievais como Rashi (séc. XI), surge uma interpretação importante: o “Livro do Justo” não seria um livro separado, mas uma designação honorífica da própria Torá, especialmente do Gênesis, que narra a vida dos “justos” (Adão, Noé, Abraão, ...)
| ISBN | 9786597980925 |
| Número de páginas | 498 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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