Há portas que deveriam permanecer fechadas. Mesmo quando estão dentro de nós.
Na madrugada, Calista desperta sem conseguir mover o corpo. Aos pés da cama, uma figura permanece imóvel na escuridão. Ela não vê seu rosto, mas reconhece algo naquela presença — algo antigo, íntimo e profundamente perturbador.
Quando a figura desaparece, uma pequena porta surge desenhada sobre seu peito.
Então vêm as batidas.
Dias depois, uma fotografia antiga chega de um número desconhecido. Nela, Calista aparece ainda criança ao lado de uma menina cujo rosto desperta uma lembrança impossível.
Elzara.
Um nome que deveria ter permanecido esquecido.
A partir daquela noite, o passado começa a retornar pelas frestas: vozes na escuridão, lembranças fragmentadas, corredores que parecem mudar e uma antiga casa onde existe uma porta que Calista não se recorda de ter visto.
Quanto mais se aproxima dela, mais difícil se torna distinguir memória de sonho, culpa de lembrança e realidade de algo que parece aguardá-la há muitos anos.
Porque algumas casas guardam segredos.
Outras guardam pessoas.
E certas coisas não precisam ser lembradas para saberem que alguém voltou.
O Quarto do Peito é um horror psicológico de atmosfera gótica sobre memória, silêncio e aquilo que permanece escondido nas profundezas da mente, esperando o momento certo para despertar.
| Número de páginas | 530 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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