O Roedor Diabo:
O verdadeiro horror não faz barulho; ele rói silenciosamente as estruturas da realidade. Sam achou que lidaria com uma infestação comum quando abriu a porta de sua despensa devastada. Mas o sumiço misterioso de seus cinco gatos, o rastro contínuo de pegadas bizarras e a destruição meticulosa de sua preciosa biblioteca eram apenas os primeiros sinais de algo muito mais sinistro. Movido pelo ódio, ele espalha armadilhas pela casa desolada. Porém, à medida que a noite cai, uma febre avassaladora o consome, trazendo pesadelos grotescos com uma raça superior de roedores que há milênios conspira nas sombras da humanidade. Quando a linha entre o delírio e o mundo real desaparece, Sam depara-se com uma presença colossal de olhos de sangue e dentes de marfim.
O Depoimento de Rurik Dexter:
Numa madrugada chuvosa de 14 de abril de 2013, o relógio da parede marca cinco horas da manhã. Em sua sinistra biblioteca Dr. Petrus, convoca uma última reunião para revelar uma verdade aterradora: fomos criados, vigiados e mantidos sob um transe tecnológico por senhores cósmicos, nossos proprietários. Nós nunca fomos os donos da Terra. Somos apenas a plantação. E o dia do tributo final — a Colheita — chegou. Quando as vidraças se rompem e uma névoa pestilenta invade a biblioteca, o alinhamento dos astros traz consigo criaturas de olhos rubros que consomem o grupo em um vórtice de luz e fogo. Poupado pelo destino, o narrador Rurik Dexter tenta reconstruir os fatos, apenas para descobrir que o próprio cenário da tragédia desapareceu do mapa, deixando-o sozinho com memórias de um mundo que já não existe...
Noites com Sol (Combustão Humana Espontânea):
Como uma fogueira de 1.500 ºC pode derreter ossos humanos sem queimar os livros ao redor? O pálido ex-sacerdote e escritor Erbin é reduzido a cinzas e fluidos fétidos dentro de sua biblioteca intacta, em um caso arquivado às pressas como morte acidental. Do outro lado da rua, seu vizinho solitário sabe que a verdade é muito mais sombria: na fatídica noite de 24 de julho, enquanto jornais relatavam OVNIs, ele viu uma bola de fogo rasgar os céus e penetrar a vidraça do escritor. Obcecado em encontrar o diário sobrevivente do escritor para entender o fenômeno, o homem invade a propriedade abandonada. Ele só não imaginava que a mesma força cósmica que levara Erbin já o marcara como o próximo alvo...
Doppelgänger:
“Ele nunca estava aonde eu ia, e eu só o via onde eu não estava.” Morando defronte a um cemitério, homem solitário vê-se perseguido pela silhueta dum estranho que perambula entre os túmulos na escuridão. O vulto, que parece olhar diretamente para dentro de sua alma, passa a invadir também seus sonhos, arrastando-o por uma estrada lúgubre de obsessão. Conforme a linha entre o pesadelo e a realidade desaparecem, ele decide perseguir o seu próprio fantasma através das lápides, guiado por fim a uma inevitável revelação...
Sonhos Brancos:
E se a corrida espacial fosse uma mentira para nos manter distraídos? E outras forças controlassem o espaço? Diziam que Deus havia feito uma única forma, e em todo o Universo onde houvesse vida todos seriam iguais ao homem. Eram as leis da física decretando o fim dos monstros. Mas não para Andrei que sempre acreditou em monstros. Ao invés de monstros, porém, assim que aterrizou em Marte ele deparou-se com uma fantástica e idílica colônia marciana. Aos poucos Andrei percebe algo perturbador na realidade, uma realidade que enfim se revela artificial. Quem ou que está manipulando sua percepção? Quem são os verdadeiros “donos do espaço”?
A Casa Assombrada
As pegadas entram, mas nunca saem. A doze quilômetros de Desterro de Entre Rios, ocultas por uma floresta densa e sombria, as ruínas de um casarão abandonado guardam segredos que o tempo não conseguiu apagar. Décadas após o misterioso desaparecimento do antigo proprietário, Sr. Rurik, e de sua família — além do sumiço inexplicável de dois homens cujas pegadas terminaram abruptas na lama à entrada da casa —, um novo comprador decide desafiar a fama maldita do lugar. Obcecado em escavar o terreno pantanoso, ele se vê encurralado por uma tempestade implacável e por sombras colossais que flutuam entre as árvores. Mas quando a chuva cessa e o lodaçal no interior das ruínas expulsa antigas ossadas humanas de suas profundezas, a linha entre a lenda local e o horror real desaparece...
O Diabo Dentro:
Numa gélida noite de inverno, três amigos invadem um casarão abandonado para documentar fenômenos sobrenaturais. Equipados com uma câmera, eles buscam respostas para relatos de aparições grotescas e fotos impossíveis: um espectro sem cabeça que desce as escadarias e a perturbadora fotografia de uma mulher flutuando de cabeça para baixo. No entanto, à medida que a noite avança e a tensão aumenta na penumbra das salas vazias, uma conversa casual revela um segredo de família aterrador. Eles descobrem que o horror que procuravam capturar nas paredes daquela casa está, na verdade, muito mais próximo do que imaginavam — correndo no próprio sangue de um deles...
O Túmulo Vazio:
“O morto ainda está lá.” A ciência buscou a cura. O oculto ofereceu a eternidade. Mas a terra sempre cobra o preço do que foi negado ao túmulo. Atraído desde a infância pelas relíquias poeirentas do velho paiol de seu avô, o narrador desta história jamais imaginou que uma mala de couro esquecida guardava as crônicas de uma heresia secular. Sob velhos recortes de jornal, repousa o diário de Nathan C., um motorista de ambulância que, em 1960, testemunhou o que o Estado e a Igreja tentaram apagar: o resgate de uma criatura centenária e inumana, encarcerada em um porão clandestino na Noite de Walpurgis. O manuscrito reconstrói a investigação de uma explosão naquela noite, onde um ser herético de 172 anos foi resgatado de uma jaula subterrânea. As páginas revelam um pacto satânico secular feito pelo patriarca de uma poderosa família de imigrantes que forjou a própria morte, desencadeando pragas e uma criatura que drenava sangue na região.
O Jardim (O Dia da Colheita):
E se descobríssemos que somos apenas o produto final? Em uma colônia futurista perfeita, a humanidade vive em harmonia absoluta, conectados em uma mente coletiva, alimentados por suplementos puros e protegidos em cabines individuais, os "irmãos" desfrutam de uma existência imaculada e dócil, livre de violência, toxinas, “cúmplices, sem segredos”. Mas por que R... sente uma misteriosa e selvagem nostalgia por eras que nunca viveu? Vigiado pelos olhares desconfiados do grupo e incapaz de conter suas próprias dúvidas, R... descobre que a harmonia exige a anulação total do ser. A confirmação vem através de uma carta clandestina de Z..., uma jovem que desapareceu misteriosamente do registro coletivo. Suas palavras trazem um aviso perturbador: todos estão presos em uma redoma e forças ocultas os querem sempre "bem limpos e nutridos"...
Ave noturna (O Relato de Carter Knox):
“Dali não saía. Era seu lugar. Nós é que o invadimos.” “Isso foi muito antes de inventarem esses aparatos tecnológicos, essas muletas da solidão...” Três amigos buscam o isolamento da natureza para um dia de pescaria no Lago Simanowitch. O plano seria perfeito, não fosse o desvio que decidiram fazer por um bosque tenebroso, onde uma antiga igreja abandonada desafia a gravidade e o tempo. Ao cruzarem o limiar daquele templo profanado, Carter Knox e seus companheiros despertam uma força inexplicável: uma silhueta colossal de asas negras e olhos que faíscam como braseiro passa a espreitá-los entre os pinheiros...
| Número de páginas | 164 |
| Edição | 1 (2014) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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