Ver o que há por detrás das aparências, ver o que os outros não podem ver. Ter acesso aos labirínticos submundos invisíveis que coabitam em nosso próprio mundo. Perceber enfim que convivemos com eles, o tempo todo, que estão aqui, mas não podemos enxergá-los. E como encontramos ou conquistamos tal capacidade de enxergar o invisível? Como penetrar nos portais ocultos além da matéria?
Relatos daqueles que tiveram tal sorte, ou seria maldição, de vislumbrar este mundo desconhecido descrevem sérias revelações sobre nossa ignorante existência e sobre o horror rastejante que habita dentro de nossas próprias casas, em todo lugar, como cupins, como infiltrações, sempre à espreita, de olhos abertos, esperando por nós e se alimentando de nós...
Os odores do cemitério inspiram os mais estranhos sonhos:
– Um estranho visitante trazido pelos vapores da madrugada. A paciente obsessão e os olhares devassadores dum funesto gato que misteriosamente nunca se alimenta.
– Os segredos que repousam num negro oceano imperscrutável sob a superfície de Marte, um negrume pegajoso onde nenhuma luz alcança e existem coisas que não deveriam existir.
– Num planeta distante o despertar de forças ancestrais adormecidas por inadvertida presença humana. Da fissura sepulcral se arrasta de ignotas profundezas o Convidado Involuntário.
– Uma casa abandonada e inundada por estranhas águas negras que todos parecem evitar e onde habitam visitantes ocultos provindos talvez dum outro mundo, subterrâneo, invisível e pulsante.
– Sonhos noturnos que exaurem a saúde e aos poucos o alento. Uma imagem obsessiva que conduz a corredores afogados, quartos alagados repletos de musgos, paredes emboloradas onde quadros de rostos negros decompostos se desprendem.
– Uma bizarra carruagem que desliza por estradas escarpadas conduzindo a um abismo de quase palpável escuridão. Insondáveis mundos esquecidos que sonham e esperam.
– O destino inelutável de um pobre andarilho inexplicavelmente atraído a uma casa desolada e ao mesmo tempo viva, onde descobre uma razão maior de ser, porém não de existir.
– O mistério envolvendo um jovem promissor que abandona tudo e a todos depois de perceber um estranho brilho nas matas ao redor de sua casa.
Eis uma sugestão de tal universo que compõe o ambiente de A Casa das Águas Negras e outras histórias. Cabe ao leitor desavisado o explorar por sua conta e risco seus sombrios e esquecidos corredores...
| Número de páginas | 198 |
| Edição | 1 (2014) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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