Proibido Para Menores e Para Imbecis
Código do livro: 154136
Categorias
Ficção e Romance, Drama, Filosofia
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Sinopse

ESTE LIVRO NÃO É ACONSELHADO PARA MENORES DE 18 ANOS.

Em uma pequena cidade do interior paulista, nada parece mais simples do que a vida levada à sua própria maneira . Errado. Onde não há nada para se fazer, as mentes mais insanas começam a traçar planos, e a criatividade para se divertir tende a aumentar. Vivendo assim de bar em bar, passando do olhar para o contato físico em poucos minutos, é que vive nosso personagem, que, acima de tudo grita aos quatro ventos que é humano!

Baseando-se em algumas de suas experiências, o autor nos traz as noites boêmias e os olhares intrigantes da filosofia de boteco há muito tempo perdida. A arte da sedução e um filho que não é seu jogado às suas costas, o qual ama mais que a própria morte. Jogado em meio ao caos chamado vida, as experiências aparentemente absurdas desse adolescente preso ao corpo de um adulto, nos faz lembrar de quando tudo era permitido. Até mesmo sonhar.

Características
Número de páginas 126
Edição 1 (2014)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g

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Fale com o autor
G.J.R.Darco

Primeiro: “muito prazer” de cu é rola.

Sim sou egoísta, chato e arrogante. Não que eu tenha motivos para isso. Na verdade é tudo sem propósito. Não costumo ter o que oferecer para as pessoas.

E também não sou modelo de dentista, então poucas vezes mostro meus dentes. Sorrisinhos falsos nunca foram meu forte. Se eu gosto, gosto. Ponto.

Vocês não vão gostar de mim agora, e provavelmente, não irão gostar de mim ao terminar esse texto.

Tenho absoluta certeza de que estão, ou em breve estarão pensando: “Quem esse imbecil pensa que é pra falar assim?”. Ou então “O cara é um merda, mora numa cidadezinha do interior, nunca apareceu na TV, nem fez faculdade, nem nada”. E, como já ouvi por aí, com certeza vocês dirão uns aos outros: “Não basta escrever para ser escritor”.

Ok. Os que assim pensam estão com toda a razão. Dou-lhes todas as razões do mundo. E por favor, retirem-se da página porque, de certezas burras e imutáveis, o mundo tá cheio e aqui o espaço é pequeno demais para elas.

O “Aqui”, não esse site, essa página, o “Aqui” é o momento em que eu estou realizando algo. É o momento em que vocês estão fazendo parte de algo sendo realizado. É o momento construção; e se isso não for interessante o suficiente, ou até mesmo um motivo para continuarmos respirando. Por favor, por favor mesmo, retire-se e volte para sua vida normal.

Aos que ficaram outro recado: O pessoal que saiu de fato tem razão. Eu não sou ninguém. Não sou nada e provavelmente nunca serei. Como eu digo e repito sempre todos os dias quando abro o olho (seja em minha cama ou na cama de alguma estranha): “Não foi dessa vez. Mas com certeza morrerei bêbado, sem dinheiro e sozinho.”

Outro motivo pelo qual as pessoas não gostam muito de mim, ou tem um prejulgamento (nem sempre errôneo) da minha pessoa: sempre que posso estou bêbado. Entendam o “sempre que posso” como “quando tenho dinheiro”. E às vezes, mesmo sem dinheiro ainda bebo. E bebo muito.

Sempre tem um brother louco o suficiente pra sair comigo e me pagar o que for alcoólico pra gente ter aquela conversa filosófica, política, familiar e/ou falar nada com nada. Quando não, encontro uma maluca do mesmo tipo. E geralmente (com a maluca) a noite acaba na cama. A não ser que exista um motivo MUITO bom pra isso não acontecer. Veja bem, mesmo bêbado, sem dinheiro e sozinho, ainda tenho uma coisinha que poucas pessoas conseguem seguir: princípios.

Demorei anos para aprender que não se trai os próprios princípios. E descobri tão rápido e inesperadamente quanto um tapa na cara como é difícil manter-se em seu caminho.

Gosto que as pessoas falem sobre mim, bem ou mal. Só, por favor, não fiquem no meio termo. Não digam: “legal”.

“Legal” é pão com manteiga.

Tenha uma opinião, porque eu, com certeza, terei uma sobre você. E, geralmente, minhas opiniões são péssimas. Ainda mais com quem eu não conheço.

Se você é um ser humano eu presumo que você seja, como eu, filho da puta por natureza, que sorri e aperta mãos por interesse. Somos um tipo de criatura que só consegue fazer bem a outra se fizermos muito, muito, mas muito esforço mesmo. Ou se tivermos algo em troca.

O que ouço as pessoas falarem sobre mim é que tenho um emprego bom que me paga bem e que gasto toda a minha grana em bebida. O terceiro item pode até ter um fundo de verdade, mas não é bem por aí.

Dizem que sou aquele tipo de garoto “criado com a avó” a leite com pera e toddynho no café da manhã. Croissant no café da tarde e batata amassada e franguinho desfiado dado na boca com colher na hora do almoço.

Quanto a isso eu tenho apenas uma resposta: vão se foder, por favor.

Eu sei os sacrifícios que tive de fazer, pelos meus pais, pelos meus irmãos, meus amigos e principalmente por mim mesmo.

Eu sou chato. Sim, sou chatíssimo. É extremamente difícil conviver comigo porque, se eu não faço nenhuma cagada no momento em que te conheço, eu faço no decorrer de nossa amizade. Assim como todo mundo faz. E as minhas cagadas são grandes. E claro, como eu, as pessoas também fazem merda pra mim, a diferença, a crucial diferença, é que eu não me importo.

As pessoas se levam a sério demais. Gente que nunca fez merda nenhuma a vida toda, gente que vive dizendo que é melhor que os outros, seja por possuir dinheiro, fama, cultura ou qualquer coisa que alguns imbecis valorizam.

Todos somos corpos em decomposição. É isso que ninguém entende. Essas pessoinhas que vivem dentro delas mesmas dizendo: “Que absurdo! Fulano fez isso, Ciclano fez aquilo outro, a Mariquinha dá pra todo mundo”.

Gentinha que queria estar fazendo a mesma coisa e não tem coragem, não tem liberdade e não tem força pra realizar nada.

Pra existir nesse mundo, camarada, tem que ter uma coisa, uma única coisa na cabeça, no coração ou na fé: vontade e amor.

Seja amor fraternal, familiar ou, o meu preferido, sexual.

E sexo, é bom pra caralho.

Ninguém pode negar e ninguém consegue fugir, seja do assunto ou da prática.

Todo mundo faz, todo mundo pensa, todo mundo vive, todo mundo está vivo, todo mundo fantasia. TODOS. E não. Não é “radical da minha parte” generalizar. A vida como ela é só é possível por isso.

Porque o ser humano tem vontades, desejos, fantasias e porque o ser humano faz sexo. Por procriação ou por diversão, por respeito ou por vontade de esvaziar a cabeça. Liberar hormônios. Por status ou fama, por compromisso, por obrigação. Por objetos de prazer, por objetivos de carreira, por drogas. Por humilhação. Por pura e simples vontade de foder.

Vocês podem dizer depois disso tudo, que eu falei besteira esse tempo todo. Podem dizer que defequei no ouvido de todos e que não devo ser levado a sério em nada do que escrevi. Podem me levar a sério, podem me proclamar messias. Podem até atirar em mim.

Só não esqueçam: assim como vocês, eu sou humano e espero que assim como eu, vocês também sejam.

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Comentários

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2 comentários
G.J.R. Darco
Quinta | 13.03.2014 às 16h03
Na verdade pouquíssima. Li apenas um livreto de contos dele. Achei legal.
Jon Brodsky
Sexta | 31.01.2014 às 22h01
parece-me que você tem certa influencia de Charles Bukowski