Num quarto de vinte e dois metros quadrados, um rapaz vive a sua vida em piloto automático. Os dias são uma sequência previsível de ecrãs, elevadores, refeições seladas e uma solidão silenciosa que ele já nem sente. A única companhia visível é um peixe dourado, que nada em círculos dentro de um globo de vidro pousado no parapeito da janela.
Até que, uma noite, o peixe escreve uma mensagem em bolhas de ar no vidro.
A partir desse momento, a realidade começa a rachar. As portas abrem-se para salas que não existiam. As janelas já não mostram o céu. E o rapaz vê-se forçado a confrontar a sua própria reflexão: ele e o peixe partilham mais do que a mesma sala. Partilham a mesma prisão. O que se segue é uma viagem vertiginosa e perturbadora pelos limites da perceção, da memória e da identidade, onde os papéis de observador e observado se confundem, e a única fuga possível pode ser um salto em direção ao desconhecido.
Relatório de Vidro é um espelho colocado à nossa era de hiperconexão e isolamento. É a história de quem vive rodeado de estímulos mas sente um vazio profundo, e de como um pequeno acontecimento extraordinário pode ser o catalisador para uma transformação radical.
Esta não é uma história de monstros, mas de uma realidade que se desmorona silenciosamente.
Prepare-se para olhar para o seu próprio reflexo e perguntar-se: quem está realmente preso?
| Número de páginas | 96 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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