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Eu sou um bocado de coisas que não cabem na boca do mundo
Poeta que na mudez se canta e na sombra esclarece,
Sem amor não vivo e por enquanto passo bem,
Sem nunca tê-lo conhecido.
Não sou homem, nem sou texto,
Coisa entre o corpo e o livro,
Duna do vazio ao desvão.
Não sou tese, tópico, nem bula.
Ficção.
E que leitura é mais inútil e bela?