As Testemunhas Silenciosas
As pessoas mudam. Os negócios mudam. As gerações passam. As chaminés ficam — e guardam aquilo que nós esquecemos.
No alto dos telhados, Fumete e as outras chaminés observam a cidade há décadas.
Viram crianças regressarem da maternidade, famílias saírem para o batismo, o primeiro dia de escola, os primeiros amores no banco do jardim, casamentos, filhos, partidas, regressos e reencontros. Viram também os passos tornarem-se mais lentos, as bengalas aparecerem e, um dia, a última caminhada.
Enquanto isso, a cidade transformou-se.
Os antigos negócios deram lugar a outros. Novas famílias chegaram, trazendo diferentes hábitos, culturas e cheiros. As casas foram modernizadas. Algumas chaminés desapareceram. Outras perderam a função para a qual tinham sido construídas.
E uma pergunta começou a atravessar os telhados:
Quando deixamos de servir como antes, deixamos também de ter valor?
Entre Fumete, a curiosa Faísca, o resistente Velho Conduto, Brasa e Cinzenta nasce uma conversa sobre memória, identidade, envelhecimento, progresso e pertença. Pouco a pouco, descobrem que preservar o passado não significa impedir o futuro — assim como aceitar a mudança não obriga a apagar aquilo que existiu antes.
As Testemunhas Silenciosas é uma história sobre aquilo que recebemos de quem veio antes e sobre o espaço que deixamos para quem chegará depois.
Um livro sobre casas e cidades, mas sobretudo sobre pessoas.
| Número de páginas | 340 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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