As sementes que carregas doem.
Pedem terra sem argumentos. Pedem tempo sem pressa.
Há sessenta e quatro, uma por caco — a vergonha que se veste de vigilância, o cansaço que já nem se sente cansaço, o medo de morrer, o ressentimento que juras já ter largado. Cada uma fala primeiro ao corpo, porque é lá que mora, muito antes de teres palavras para ela.
Nenhuma fórmula. Nenhuma crença nova para vestir por cima da antiga. Só o toque — pequeno, exato, teu — e o tempo que a terra sempre pediu.
Abre ao acaso, ou abre o que mais te resistir. Quer germinar algo novo.
A mão que abre sabe mais do que a cabeça que escolhe.
Primeiro solo da trilogia Cacos de Lucidez, de Luís Teixeira.
| ISBN | 9786502450086 |
| Número de páginas | 270 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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