Ele sai de casa sem saber exatamente por quê.
De bicicleta, atravessa uma cidade que parece familiar e, ao mesmo tempo, impossível. As ruas mudam, as pessoas não o veem, placas indicam caminhos que não deveriam existir e a Rua Acre o conduz cada vez mais longe de tudo aquilo que conhecia.
Entre uma cidade que desaparece e uma paisagem rural que surge sem aviso, ele atravessa estranhamentos que não consegue explicar. Uma bodega, uma igreja, uma procissão, uma tempestade, um cemitério.
E, em nenhum momento, encontra uma resposta.
Talvez porque não esteja procurando uma.
Rua Acre 111 é uma história sobre deslocamento, ausência e pertencimento. Um percurso em que realidade e memória começam a se misturar até que o caminho de volta para casa se torna também um caminho para dentro de si.
No fim da estrada, talvez a pergunta não seja para onde ele foi.
Talvez seja: quem voltou para casa?
| Número de páginas | 64 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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