Esperançar

Versos Tortos

Por Antonio Archangelo

Código do livro: 942358

Categorias

Esoterismo, Poesia, Literatura Nacional

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Sinopse

Encontrou-se este códice entre as ruínas carbonizadas de uma biblioteca sem nome, soterrada sob o que um dia foi o planalto esmeraldino.

As páginas, costuradas em couro de origem desconhecida, guardavam sinais de queimada e uma sequência de números repetidos, como se o tempo tivesse tentado apagá-los em vão. Nenhuma assinatura. Nenhum título visível. Apenas, gravado sob a capa interna, um verbo: Esperançar.

E ao lado dele, um traço torcido — quase uma cicatriz, quase uma assinatura, quase uma letra.

Os monges que guardavam os fragmentos chamavam-no de Liber Curvus, “o livro torto”. Diziam que não devia ser lido, mas lembrado. Que cada leitura abria o mesmo texto em outra forma. Que os versos se moviam durante a noite.

O leitor não deve começar pela primeira página, dizem as notas marginais — há indícios de que o autor (ou copista) escondeu sete chaves, cada uma marcada por uma cor, um número e um silêncio. Nenhuma sequência é segura, mas há uma ordem invisível que atravessa o caos.

Lê-lo de modo linear é permanecer fora.

Lê-lo como quem decifra um espelho — é atravessar.

Cada palavra, afirmam, foi escrita em estado de fervor: algumas com tinta, outras com mel, outras, talvez, com sangue. As iniciais dos poemas formam um selo cabalístico cuja interpretação jamais foi completada. Alguns afirmam ver ali uma oração; outros, um mapa.

Características

Número de páginas 99
Edição 1 (2026)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Colorido
Tipo de papel Polen
Idioma Português

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Fale com o autor

Antonio Archangelo

Antonio Archangelo é escritor, poeta, pesquisador, professor, jornalista e compositor brasileiro. Sua produção transita entre literatura, educação, comunicação, música e pesquisa acadêmica, tendo como eixo recorrente a experiência humana, suas contradições e as relações entre linguagem, memória, poder, identidade e existência.

Sua trajetória literária começou ainda na escola, no final da década de 1990, quando passou a escrever e experimentar formas de circulação da poesia. Desde então, construiu uma produção marcada pela inquietação estética e pela recusa de fronteiras rígidas entre poesia, ensaio, narrativa, música e outras linguagens.

É autor de obras como *Homeomerias: Poesias Nonsense* e *Nheengatu: Poesias Nonsense*, ambas lançadas em 2019, e mantém desde 2008 o projeto Poesias Nonsense, espaço de publicação e experimentação poética que ultrapassou a marca de 100 mil visualizações. Sua produção contemporânea também inclui projetos como *Sangue Rubro, Alma Preta*, *Cárcere: Versos Pantaneiros*, *Palácios Cinzas* e outros trabalhos literários em diferentes estágios de publicação.

Na música, assina trabalhos como Boo Sullivan e desenvolve projetos que atravessam blues, rock, música eletrônica e experimentações com tecnologias digitais, mantendo a composição, os arranjos e a concepção artística como extensões de sua escrita.

Antonio é doutor em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), mestre em Gestão da Clínica pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e possui formação multidisciplinar nas áreas de educação, comunicação, gestão pública e Direito. Sua pesquisa investiga educação, produção de discursos, cuidado de si, autoria, relações de poder e processos de escolarização, com especial atenção à autoetnografia crítica.

É criador da Rede Camões de Jornais Escolares e do Método Camões®, experiências que articulam educação, comunicação, multiletramentos e autoria estudantil. Ao longo de sua trajetória profissional, atuou também na docência, pesquisa, gestão pública, consultoria, formação de professores, comunicação institucional e desenvolvimento de projetos educacionais.

Entre o texto acadêmico e o poema, a sala de aula e o palco, o arquivo e a memória, sua produção parte de uma mesma inquietação: compreender como nos tornamos aquilo que somos — e de que maneira a linguagem pode também nos permitir inventar outras formas de existir.

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