Aposentar-se deveria significar descanso. Mas, para Tomás Alencar, significou silêncio. Aos sessenta anos, depois de uma vida inteira construída sobre responsabilidade, rotina e permanência, ele começa a perceber algo que jamais tivera coragem de nomear: talvez tenha passado décadas existindo apenas na superfície da própria vida.
Respeitado no trabalho. Presente para a família. Correto no que se esperava dele.
Mas, em algum lugar entre os horários, as obrigações e os anos que passaram sem pedir licença, alguma parte sua ficou para trás. Quando uma antiga caixa ligada ao passado reaparece inesperadamente, Tomás é levado de volta a memórias que acreditava encerradas, afetos interrompidos, escolhas abandonadas e a estranha sensação de ter se tornado estrangeiro dentro da própria história.
Sem excessos dramáticos e com rara delicadeza emocional, “60 Anos Depois de Mim” constrói uma narrativa profundamente humana sobre o desaparecimento silencioso da identidade na vida cotidiana.
Um romance sobre o tempo; os silêncios do casamento; os afetos interrompidos; a velhice; as vidas que continuamos vivendo mesmo depois de deixarmos de habitá-las plenamente.
Com atmosfera intimista, escrita madura e intensidade emocional contida, a obra dialoga com leitores que já sentiram, ainda que por um instante, o desconforto silencioso de perceber que estavam sobrevivendo muito bem, vivendo cada vez menos.
Porque algumas vidas não terminam quando acabam.
Terminam quando deixam de ser habitada.
| Número de páginas | 291 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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