A Clínica Médica do Fracasso Terapêutico aborda um dos territórios mais difíceis e menos nomeados da prática médica contemporânea: o cuidado quando intervenções corretamente indicadas não produzem o efeito esperado. São situações em que protocolos foram seguidos, diagnósticos conduzidos com rigor e decisões tomadas de forma adequada, mas o sofrimento persiste sem reorganização clínica clara.
O livro não propõe novas técnicas, alternativas terapêuticas ou promessas de superação. Seu objetivo é organizar o pensamento clínico quando a lógica resolutiva deixa de oferecer direção e a decisão médica passa a exigir sustentação ética, relacional e temporal. Trata-se de compreender o que significa permanecer responsável quando não há resposta proporcional ao esforço terapêutico empregado.
Ao longo dos capítulos, o fracasso terapêutico é examinado não como erro ou desvio, mas como condição clínica legítima, que demanda discernimento, comunicação honesta, manejo cuidadoso de expectativas e clareza diante dos limites humanos, institucionais e biológicos. A obra propõe critérios para evitar tanto o excesso intervencionista quanto o abandono silencioso do cuidado.
Dirigido a médicos e profissionais da saúde que atuam em contextos de sofrimento persistente, doenças crônicas, irreversibilidade e cenários sem desfecho, o livro sustenta uma clínica madura, na qual a responsabilidade não depende do sucesso terapêutico, mas da integridade ética diante do que não se resolve.
| Número de páginas | 220 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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