Ícaro nunca conseguiu caminhar no ritmo dos relógios. Enquanto a escola exige silêncio e respostas rápidas, sua atenção corre por corredores invisíveis, recolhe detalhes esquecidos e transforma o mundo em perguntas. Quando quatro letras passam a definir seus gestos — TDAH —, o menino sente que perdeu o próprio nome.
Entre consultas apressadas, cobranças familiares e a promessa de que existe uma maneira correta de ser criança, Ícaro encontra o psicanalista Teodoro. Em seu consultório, o silêncio não castiga: escuta. É ali que um desenho revela a entrada para o misterioso Teatro de Epidauro, um labirinto onde Freud observa das sombras, Nietzsche quebra relógios, Shakespeare conduz o drama e figuras da mitologia grega disputam o destino do menino.
Acompanhado por Lia, Ícaro precisará atravessar máscaras, diagnósticos e expectativas para descobrir quem fala quando todos falam por ele. No centro do labirinto, porém, não existe um monstro esperando para ser vencido, mas uma pergunta perigosa: cuidar significa compreender uma criança ou ensiná-la a desaparecer?
A Criança que Perdeu o Nome é um romance sensível, provocador e humano sobre infância, diagnóstico, medicalização e liberdade. Sem negar o valor da ciência ou dos tratamentos responsáveis, Walmer Nogueira questiona o momento em que uma hipótese clínica se transforma em sentença. Uma história para todos aqueles que acreditam que nenhum diagnóstico é capaz de contar uma vida inteira.
| Número de páginas | 200 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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