Nesta obra parto da hipótese de que a subjetividade contemporânea atravessa uma reconfiguração ontológica decorrente do entrelaçamento crescente entre corpo e técnica. Já não é possível sustentar a ideia de um sujeito interior, autônomo e estável, pois os modos de individuação passam a operar em regime de acoplamento com dispositivos tecnológicos, fluxos informacionais e sistemas de mediação.
Proponho o conceito de Transidentidade Tecnorgânica como ferramenta filosófica para compreender esse deslocamento. Não se trata de uma mutação superficial, mas de uma alteração estrutural nas condições de constituição do sujeito. A técnica deixa de ser instrumento e passa a atuar como condição constitutiva da subjetividade, reorganizando a cognição, o corpo e a própria experiência.
Ao longo do livro, examino a tensão entre humano e transumano, analiso as interfaces humano-máquina e desenvolvo figuras conceituais como o ciborgue, o avatar e o centauro. Esses constructos permitem pensar a subjetividade como relacional, distribuída e modulável, deslocando o foco da interioridade para os dispositivos que a produzem.
Meu objetivo é construir uma gramática filosófica capaz de tornar inteligível o presente, no qual carne e código não se opõem, mas se coimplicam. Trata-se de pensar o sujeito não como essência, mas como processo técnico em contínua transformação.
| ISBN | 9786502007181 |
| Número de páginas | 113 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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