Este livro não nasce de uma resposta, mas de um incômodo. Um incômodo persistente, desses que acompanham o professor para além da sala de aula e não se resolvem com planejamento, formação pontual ou boa vontade individual.
Em algum momento, ensinar deixou de ser apenas um exercício pedagógico e passou a ser um exercício de equilíbrio. Equilíbrio entre o que se deseja fazer e o que é possível realizar. Entre o que se cobra e o que se sustenta. Entre o aluno que está diante de nós e o sistema que insiste em tratá-lo como abstração.
A Escola do Quase é esse lugar onde nada falha completamente, mas quase tudo falta um pouco. A aula acontece, mas o encontro nem sempre. O aluno está presente, mas nem sempre é visto. O professor permanece, mas muitas vezes já não se reconhece por inteiro no que faz.
Não se trata de um livro contra professores, alunos, famílias ou escolas. Trata-se do que acontece quando todos estão tentando — e ainda assim não conseguem ir além de um limite imposto por estruturas maiores, por silêncios acumulados e pela normalização perigosa do insuficiente.
O “quase” não é preguiça nem desinteresse. É cansaço. É adaptação. É sobrevivência. E quando a sobrevivência vira método, algo essencial se perde sem fazer barulho.
As páginas que seguem não oferecem soluções fáceis nem receitas pedagógicas. Propõem um olhar. Um deslocamento. Um convite à escuta — do professor, do aluno e da própria escola enquanto organismo vivo, contraditório e tensionado.
| ISBN | 9786501904627 |
| Número de páginas | 76 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Couche 150g |
| Idioma | Português |
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