A madeira é um dos materiais estruturais mais antigos da humanidade — e, paradoxalmente, um dos menos compreendidos em seu comportamento de longo prazo. Sob cargas permanentes, ela não apenas resiste: ela se transforma. Deforma-se lentamente, redistribui tensões internas, perde rigidez e reorganiza silenciosamente os caminhos pelos quais as cargas percorrem a estrutura. Esse fenômeno, conhecido como fluência, não é um defeito a ser corrigido por um coeficiente, mas uma propriedade constitutiva do material que exige do engenheiro uma leitura estrutural radicalmente diferente daquela empregada para o aço ou o concreto.
Este livro propõe essa mudança de leitura. Ao longo de cinco partes, a obra percorre desde os fundamentos físicos da viscoelasticidade da madeira — na escala das microfibrilas de celulose e da matriz lignina-hemicelulose — até os efeitos sistêmicos da fluência em edifícios multipavimentos de madeira engenheirada. O leitor é conduzido por uma trajetória que conecta modelos reológicos clássicos e generalizados (Hooke, Newton, Maxwell, Kelvin–Voigt, Burgers), mecanismos de fluência mecânica e mecano-sorptiva, degradação progressiva das ligações, redistribuição de esforços entre paredes de cisalhamento e diafragmas, e amplificação de efeitos de segunda ordem ao longo de décadas de serviço.
A rigidez — e não apenas a resistência — emerge como o conceito central da obra. O autor demonstra que a rigidez de uma estrutura de madeira não é um valor fixo, mas uma proprieda
| ISBN | 978-65-266-7070-5 |
| Número de páginas | 316 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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