Entre raízes antigas e clareiras silenciosas, vivia uma loba que já não confundia segurança com paz.
Marcada por antigas feridas, ela havia aprendido a observar antes de se aproximar. Até que rumores sobre um chacal começaram a atravessar a floresta.
Diziam que ele era estranho.
Diziam que mexia com a morte.
Diziam que havia algo errado nele.
Mas a loba viu o que os outros não quiseram enxergar.
Viu cuidado onde chamavam de morbidez.
Viu dor onde chamavam de frieza.
Viu beleza onde a floresta só sabia apontar julgamento.
E, aos poucos, entre silêncios, conversas desorganizadas e presenças que não exigiam explicação, duas criaturas feridas descobriram que algumas conexões não nascem para salvar.
Nascem para permanecer.
A Loba e o Chacal é uma fábula filosófica e melancólica sobre afeto, cautela, feridas invisíveis e a força silenciosa de quem escolhe ficar.
Porque algumas feridas não se curam com palavras — mas com a presença de quem não vai embora.
| Número de páginas | 58 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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