Duas mensagens saem da mesma empresa no mesmo minuto. Uma é quente e larga, e traz o nome de quem subiu. A outra é fria e curta, e traz o nome de quem ficou. São quatro e quarenta e cinco da manhã, e alguém está lendo a segunda no escuro.
Entre as duas cabe este livro.
Uma vaga abre num andar alto, e três pessoas a querem. Um homem que refaz, todas as manhãs, uma vida que a morte desfez. Uma mulher que aprendeu a ser exata porque ser vista dói. Um homem que nunca precisou querer nada, porque descobriu cedo que ser querido é o lado seguro da mesa. Os três trabalham no mesmo andar. Os três vão até o fim de alguma coisa.
Não há vilão aqui. Há régua — e a régua mede todo mundo, inclusive quem a segura.
Entre as cenas, o livro para e pensa. Sobre vaidade. Sobre feedback. Sobre o que uma empresa faz com o gesto de reparar quando o transforma em meta. Quem vier pela história terá a história inteira; quem vier pela reflexão vai encontrá-la aqui também, e talvez saia com mais perguntas do que trouxe.
Incluir e excluir vêm da mesma raiz latina e dizem a mesma coisa: fechar uma porta. A diferença é de que lado dela a pessoa fica — e quem decide isso é uma régua que ela nunca viu.
Este livro não vai lhe dizer qual gesto é qual. Vai fazer pior: vai levá-lo a olhar de tão perto que você terá de decidir sozinho.
| ISBN | 9786502277164 |
| Número de páginas | 456 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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