Durante muito tempo, pessoas LGBTQIAP+ foram ensinadas a tratar a própria existência como algo que precisava ser justificado, suavizado ou escondido. Como se amar, desejar, sentir e se reconhecer de outro modo fosse uma falha a ser corrigida, e não apenas uma forma legítima de estar no mundo. Escrevemos estas páginas para desmontar essa lógica. Não para oferecer respostas prontas, mas para devolver perguntas mais honestas. Talvez você encontre aqui memórias que se parecem com as suas. Talvez encontre feridas que ainda não tinham nome. Talvez encontre desconforto, porque algumas verdades só doem quando finalmente deixam de ser abstratas. Não escrevemos este livro para romantizar a dor nem para transformar sobrevivência em espetáculo. Escrevemos para olhar de frente aquilo que tantas vezes foi empurrado para o silêncio. Se estas páginas fizerem sentido para você, que elas sirvam como espelho e abrigo. Se incomodarem, que esse incômodo revele o quanto ainda existe de silêncio em torno do que deveria ser dito. E se, em algum momento, você sentir vontade de se esconder de novo, volte ao começo e lembre, existir não é pedir licença. É um direito anterior a qualquer aprovação.
| Número de páginas | 88 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Quadrado (200x200) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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