O livro Abismo dos Ciclos sustenta a tese de que a vulnerabilidade social e a violência contra a mulher não são fenômenos isolados ou recentes, mas construções históricas profundamente enraizadas nas estruturas de poder. Desde a Antiguidade, quando o surgimento da propriedade privada e do patriarcado consolidou a subjugação feminina, até a contemporaneidade, observa-se a permanência de um sistema que naturaliza a desigualdade e legitima diversas formas de violência.
Nesse contexto, a obra argumenta que o progresso histórico não eliminou tais desigualdades; ao contrário, apenas sofisticou seus mecanismos. Períodos como a Idade Média, o colonialismo e a Revolução Industrial reforçaram a exclusão ao combinar dominação de gênero, exploração econômica e racismo estrutural. A mulher, especialmente a negra e pobre, tornou-se o ponto de convergência dessas opressões, evidenciando o caráter interseccional da vulnerabilidade social.
Além disso, o livro destaca que a violência contra a mulher se manifesta em múltiplas esferas — doméstica, institucional, econômica e simbólica — sendo sendo perpetuada tanto por práticas culturais quanto pela omissão ou atuação seletiva do Estado. Mesmo avanços legais, como direitos políticos e leis de proteção, mostram-se insuficientes diante de estruturas sociais que continuam reproduzindo desigualdades e silenciando vítimas.
| Número de páginas | 224 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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