Há livros que explicam o sagrado. Este o desmonta, verso a verso, para reconstruí-lo de dentro para fora. Sob a assinatura de Frater Therion, Alcoranus Diabolicus é uma escritura apócrifa: quarenta e três livros (dividido em dois tomos), dezenas de suratas, salmos e epístolas que ecoam a arquitetura do Alcorão e das tradições bíblicas para propor, no lugar delas, uma cosmogonia própria, em que Deus e Satan nascem de um mesmo Inominado, luz e sombra como dois rostos de uma única origem.
Ao longo da obra, vozes como Lúcifer, Iblīs, Baphomet, Astaroth e Lilith não figuram como vilões, mas como narradores de uma revelação alternativa, em que a queda é lida como iniciação e a dúvida, como forma de oração. É um texto que dialoga com a longa tradição gnóstica e com o Caminho da Mão Esquerda; ou seja, menos uma negação do sagrado do que uma tentativa de olhar para o que a luz, segundo o próprio livro, "se recusa a iluminar".
Como adverte seu prefaciador, Pablo Al-Masrii, não é uma obra que busca conforto ou consenso: é poesia ritualística, pensada para quem já atravessou o primeiro círculo da dúvida espiritual e deseja seguir adiante.
| Número de páginas | 407 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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