Oitocentos quilômetros a pé, trinta dias, uma mochila e um cajado. É assim que Marcelo de Freitas Gimba junto com a esposa percorrem o Caminho Francês de Santiago de Compostela, e descobre que a maior travessia não é geográfica.
Tudo começa com uma conversa casual que a esposa transforma em decisão. Do apartamento em Portugal aos Pirineus franceses, da primeira subida devastadora até Roncesvalles à chegada emocionada na Praça do Obradoiro, o autor narra com honestidade o que o Caminho realmente é: não a paisagem romântica dos cartões-postais, mas a dor concreta das bolhas, o joelho que ameaça ceder a cem quilômetros de Santiago, o castelo não visitado por pressa e o arrependimento que dura dias, o encontro com o anjo português que aparece na hora exata em que os pés não aguentam mais, o senhor das uvas que oferece generosidade sem pedir nada em troca, a jovem em sofrimento que passaram sem parar e não conseguiram esquecer.
Em trinta e quatro capítulos que correspondem aos dias de caminhada, a narrativa combina diário pessoal e reflexão filosófica com rara naturalidade. Viktor Frankl aparece quando a dor exige sentido. Merleau-Ponty, quando o corpo ensina o que a mente ainda não processou. Heidegger, quando o tempo do Caminho dissolve a pressa do mundo moderno. Mas antes de qualquer filósofo, aparecem as pessoas, e são elas que ensinam mais.
Cada capítulo revela um dos nove princípios que estruturam o livro e a vida do autor: adaptação, autocuidado, cuidado, disciplina, discri
| Número de páginas | 388 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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