Medicamentos funcionam.
E é exatamente por isso que este livro existe.
Bula não é um ataque à medicina — é uma observação incômoda sobre seus limites.
Ao longo das últimas décadas, aprendemos a intervir no corpo humano com precisão crescente. Hormônios, psicotrópicos, moduladores metabólicos, substâncias capazes de alterar dor, humor, fome, sono e comportamento passaram a fazer parte da rotina de milhões de pessoas. Cada uma delas acompanhada por um documento silencioso: a bula.
Um texto que promete orientar.
Mas que, muitas vezes, apenas descreve o que já foi possível observar — não o que ainda está por surgir.
Este livro percorre histórias reais da farmacologia moderna — do etinilestradiol à fluoxetina, da leuprolida ao THC — para revelar um padrão raramente discutido fora dos bastidores científicos:
intervenções contínuas em sistemas biológicos complexos produzem consequências que nem sempre aparecem no momento em que começam.
Aqui, não há negacionismo.
Não há simplificação.
E não há conforto.
Há apenas uma provocação direta:
até que ponto confundimos capacidade de intervenção com compreensão real do que estamos alterando?
Entre benefícios inegáveis e efeitos tardios, entre evidência atual e incerteza futura, Bula expõe a tensão central da medicina contemporânea — uma ciência que avança rapidamente, mas que ainda aprende, muitas vezes, com o próprio impacto das suas intervenções.
Porque, no final, a bula sempre cresce.
Mas a biologia raramente avisa antes.
| Número de páginas | 155 |
| Edição | 1 (2020) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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