Há defensores, na área da poesia, de uma coisa chamada "transcriação", processo que, alega-se, superaria os percalços do velho ato de traduzir. Tudo se resumiria, no caso, a priorizar a forma, relegando o sentido a um segundo plano. Aceita a tese, caberia ao transcriador recriar integralmente o poema. É uma escolha, claro, e, como tal, discutível. Eric Ponty não se alinha entre os transcriadores. Prefere simplesmente filiar-se ao grupo dos tradutores. E, assim como Renan recomendava escrever apenas sobre aquilo de que gostamos, Ponty só traduz os poetas de sua preferência. Paul Valéry é um deles. E se não é obrigatório, é recomendável haver afinidade entre o tradutor e a obra. E essa comunhão estética entre o tradutor e o traduzido, deixadas as possíveis diferenças de lado, está patente nos poemas aqui recolhidos.
João da Penha - Escritor e jornalista, traduziu os poetas russos Sierguei Iessiênin, Alieksandr Blok, Marina Tsviêtáieva e Anna Armátova
| Número de páginas | 160 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.