O Direito decide sobre acontecimentos que já não existem.
Essa constatação revela um dos problemas mais profundos da experiência jurídica: como conhecer o passado quando ele desapareceu? Como reconstruir fatos, avaliar provas e atribuir responsabilidades quando tudo o que resta são vestígios, memórias e interpretações?
Em Direito, Tempo e Incerteza, Lírio Amaro Damary investiga a influência do tempo sobre o conhecimento jurídico e demonstra que a decisão enfrenta um limite permanente: a impossibilidade de recuperar integralmente os acontecimentos passados.
Ao longo da obra, são examinados temas como memória, esquecimento, evidência, prova, causalidade, objetividade, verdade e responsabilidade, mostrando como o tempo condiciona cada etapa da reconstrução dos fatos. Em diálogo com a Filosofia do Direito, a Epistemologia e a Teoria da Decisão, o livro propõe uma reflexão sobre os limites do conhecimento humano e suas consequências para a atividade jurídica.
Sem depender de debates transitórios, a obra concentra-se em problemas permanentes da condição humana e institucional.
A conclusão conduz a uma ideia central: a maturidade jurídica não consiste em eliminar a incerteza, mas em decidir com prudência diante dos limites inevitáveis do conhecimento.
Um livro sobre tempo, verdade, responsabilidade e a difícil tarefa de julgar aquilo que já desapareceu.
| Número de páginas | 315 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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