Em 1964, a ferida ainda estava aberta, e a seleção vinha do fiasco estrondoso na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Foi exatamente nesse cenário de desconfiança e poeira que surgiu uma revolução silenciosa, capitaneada por um técnico pragmático, corajoso e ex-preparador físico chamado José Villalonga. Em vez de dobrar a aposta em astros naturalizados veteranos e com a barriga cheia de títulos — como Alfredo Di Stéfano e Ferenc Puskás —, Villalonga peitou a federação e promoveu uma limpeza geral no vestiário. Decidiu bancar o que a imprensa da época chamava pejorativamente de "chicos": garotos jovens, operários da bola, pratas da casa famintos por glória que jogavam no campeonato nacional e que trocavam o estrelismo individual pela raça, pela disciplina militar e pelo amor visceral à camisa nacional.
| Número de páginas | 87 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.