Entre o mar que seduz e o farol que permanece, há uma escolha que define uma vida inteira.
Numa vila cercada de névoa, Ayla carrega no peito uma lanterna acesa — e um amor que a consome. O mar tem nome, Vael, e há doze anos a chama para as profundezas com uma paixão avassaladora que se aproxima em ondas imensas e recua sempre no instante do mergulho: a mais silenciosa das crueldades, a do intermitente, que dá o suficiente para não a deixar partir e nunca o bastante para lhe dar paz.
Exausta de ter os pés eternamente molhados por uma maré de "quases", Ayla sobe ao penhasco e encontra Eron, o Faro: pedra firme, luz constante, abrigo. Mas o hábito é um ladrão silencioso, e o coração às vezes só reconhece o amor quando ele dói. No fundo da lanterna, guardada em um compartimento secreto, ainda brilha uma pequena Estrela de Vidro.
Quando a névoa baixa e o mar sobe como nunca, Ayla se vê à beira do penhasco, diante da única decisão que importa: seguir o que arrebata ou escolher o que sustenta.
Estrela de Vidro é uma fábula sobre o sentido, a escolha e o peso de decidir — sobre a diferença, tão pequena e tão inteira, entre a água que mata a sede e a água que causa o afogamento.
| Número de páginas | 66 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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