Uma espiritualidade que não exige a negação do humano para que o sagrado apareça, mas que reconhece que é justamente no humano que o sagrado se manifesta.
Ele fala a qualquer pessoa que já tenha experimentado a inquietação de estar viva. A qualquer pessoa que já tenha percebido, em algum momento, que a liberdade absoluta cansa, que o excesso não satisfaz, que o sucesso não responde às perguntas mais profundas. A qualquer pessoa que já tenha intuído que algo essencial não se compra, não se acelera e não se resolve com respostas prontas.
Eu posso um pouco mais acompanha esse deslocamento com honestidade. Não há conversão espetacular, nem iluminação instantânea. Há processo. Há resistência. Há encontros. Há perdas. Há reconfiguração de valores. Há escolhas que custam caro. E há uma espiritualidade que não promete blindagem contra a dor, mas oferece enraizamento para atravessá-la.
Ao final, não senti que havia recebido respostas prontas. Senti que minhas próprias perguntas estavam mais honestas. E talvez esse seja um dos maiores serviços que um livro pode prestar: não nos poupar das perguntas, mas nos ensinar a habitá-las melhor. Num mundo marcado por pressa, ruído e simplificações agressivas, Eu posso um pouco mais escolhe o caminho mais lento e mais profundo. O caminho da escuta. Da integração. Da coragem de não reduzir a vida a slogans, nem a espiritualidade a fórmulas.
Jorge Henrique Barro
Teólogo, professor da FTSA
| Número de páginas | 384 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.