O presente compêndio analisa a transição demográfica brasileira entre as décadas de 1950 e
1960 período marcado por uma explosão populacional desordenada, intensamente
romantizada pela retórica estatal e pela imprensa da época como um símbolo de pujança
nacional Esta narrativa ideológica, que enaltecia a família multigeracional como pilar do
desenvolvimento negligenciou as repercussões estruturais do fenômeno. O êxodo rural
desenfreado, impulsionado por promessas de industrialização encontrou centros urbanos
destituídos de infraestrutura, culminando na proliferação de assentamentos precários mais de
mil favelas no Rio de Janeiro e 1.700 em São Paulo Hodiernamente, a dificuldade de acesso a
métodos de planejamento familiar evidenciada por entraves burocráticos e lapsos temporais
superiores a um ano para procedimentos de esterilização via sistema público corrobora a
hipótese de que a desarticulação do controle reprodutivo atende, ainda que tacitamente a
interesses de manutenção de uma força de trabalho abundante e pauperizada perpetuando o
ciclo de vulnerabilidade e marginalidade que define a geografia da hostilidade nas metrópoles
contemporâneas, pirâmides populacional em um estado de dependência perene das parcas políticas de
transferência de renda, perpetuando o ciclo da marginalidade O tempo de espera prolongado para
intervenções contraceptivas definitivas superiores a 12 meses sugere uma política de
omissão deliberada A manutenção do status quo reprodutivo
| Número de páginas | 4 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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