Incomparável Glória, de Adeilson Alves Barros, analisa o 14-bis pela engenharia, não pelo ufanismo. A obra demonstra que a máquina realizou em 1906 o primeiro voo público, homologado e autopropulsado. O nome “14-bis” origina-se dos testes híbridos com o Dirigível nº 14. Santos-Dumont recusou o voo livre em planadores (após a morte de Lilienthal) e criou um simulador com cabos de 60 m, tração animal (burro Kuigno) e reboque por automóvel. O biplano usava células Hargrave, configuração canard, diedro de 10°, materiais como bambu da Índia, alumínio, seda japonesa, cordas de piano e trem de pouso com rodas e amortecedores sandow – pioneirismo que eliminou catapultas. O motor Antoinette V8 saltou de 24 para 50 HP (relação peso-potência de 0,58 hp/kg), atingindo 41 km/h. A cronologia de Bagatelle: 13/09/1906 (primeiro salto de 7 m), 23/10 (voo de 60 m – Taça Archdeacon), 12/11 (voo de 220 m em 21,2 s – recorde mundial FAI). O controle evoluiu do volante para ailerons octogonais acionados por cabos presos aos ombros do piloto. Santos-Dumont adotou filosofia open source, recusando patentes. Após o acidente de 1907 em Saint-Cyr, o 14-bis foi canibalizado, dando origem à Demoiselle nº 20, protótipo do avião moderno e primeiro produzido em série (planos na Popular Mechanics). O livro ainda confronta a historiografia de 1918 a 2018 e critica obras ficcionais. Conclusão: a glória do 14-bis é fato técnico irrefutável.
| ISBN | 9786502154090 |
| Número de páginas | 240 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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