O que resta de uma divindade quando o ouro que a reveste é levado pelo arbítrio humano e o que sobra é apenas o gesso inerte à beira de uma estrada? Em Cenotáfios de idolatria: do Gênesis à ruína, Adeilson Barros utiliza um evento ocorrido no agreste pernambucano (BARROS, 2026) como o fio condutor para uma investigação profunda sobre a patologia do ego e a materialização do sagrado.
A obra estabelece uma comunhão etimológica entre o cenotáfio — do grego kenos (vazio) e taphos (túmulo) — e a idolatria — do grego eidolon (espectro/fantasma) e latreia (serviço escravo) (STRONG, 2002). Através desta lente, o autor demonstra que todo ídolo é, essencialmente, uma arquitetura da ausência: um monumento erguido para uma divindade que não habita a matéria.
Partindo da esfera pré-edênica, onde a insurreição de Lúcifer é identificada como o primeiro ato de autolatria (BERKHOF, 1941), Barros percorre a Torá e os profetas, analisando a Avodah Zarah — o serviço estranho — como uma tentativa deliberada de fragmentar a unidade divina (KAUFMANN, 1960). O autor não se limita ao gesso das estradas; ele vasculha as Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse, para expor como a idolatria transmuta-se na adoração ao capital, na prepotência humana e na complexa fragmentação da mariolatria.
Este livro não é apenas um estudo teológico; é um tratado sobre a ruína sensorial de quem, ao fabricar deuses que têm mãos mas não apalpam (BÍBLIA, Sl 115:7), acaba por se tornar espiritualmente semelhante a eles. Entre
| ISBN | 9786502107959 |
| Número de páginas | 140 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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