De uma pergunta aparentemente simples nasceu este ensaio: quanto daquilo que somos resulta das escolhas que fizemos e quanto resulta das possibilidades que, por alguma razão, nunca chegaram a se realizar?
A pergunta parece pertencer inicialmente ao território da filosofia. Entretanto, quando levada a sério, atravessa dife-rentes campos da experiência humana. Encontra a ciência quando perguntamos sobre a natureza da possibilidade e da incerteza; encontra a filosofia quando perguntamos sobre liberdade, necessidade e responsabilidade; encontra a reli-gião quando perguntamos sobre destino, providência, que-da, redenção e graça; e encontra as tradições simbólicas quando procuramos compreender a transformação interior.
Foi nesse espaço de interseção que este ensaio começou a tomar forma. Não pretendo oferecer uma teoria definitiva sobre o destino humano. Tampouco pretendo utilizar a física quântica para justificar concepções espirituais ou meta-físicas. Uma das preocupações centrais deste trabalho é preservar as fronteiras entre aquilo que pode ser afirmado cientificamente, aquilo que pertence à reflexão filosófica e aquilo que pertence ao universo simbólico e religioso.
A imagem que deu origem a estas reflexões é simples: uma pessoa parada diante de uma sacada, observando o movimento de uma rua. De onde estou, vejo pessoas atra-vessando, veículos passando, encontros acontecendo, deci-sões sendo tomadas. Cada acontecimento parece conter inúmeras possibilidades anteriores e, ao mesm
| Número de páginas | 271 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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