No verão de 1988, a diretoria nerazzurra promoveu um assalto cirúrgico ao Bayern de Munique. Desembarcaram na Lombardia dois operários da bola com alma de generais: Lothar Matthäus e Andreas Brehme.
Lothar Matthäus: Não era apenas um meio-campista; era um motor V12 em forma de homem. Vulcânico, incansável e dono de uma arrancada devastadora, Matthäus aliava a raça alemã a um chute de média distância com força de tiro de canhão. Ele chegou a Milão no auge de sua maturidade futebolística, assumindo imediatamente a camisa 10 e a liderança do vestiário.
Andreas Brehme: A definição viva do lateral-esquerdo completo. Brehme parecia desafiar a anatomia humana ao ser um ambidestro absoluto. Cobrava faltas, escanteios e pênaltis com a perna direita ou esquerda com a mesma precisão cirúrgica. Seus cruzamentos pareciam ter radar, caindo com doçura impecável na cabeça dos atacantes.
| Número de páginas | 64 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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