Há lagos que refletem o céu. E há lagos em que quase nada parece capaz de refletir a luz.
Lago de Piche nasceu dessa imagem. Em algum momento da vida, todos encontramos lugares onde os passos ficam pesados e o tempo parece andar devagar. A doença, a perda, o envelhecimento e as despedidas podem nos levar a esses lugares. Mas talvez exista algo que só aprendemos depois de atravessá-los: a dor pode ensinar delicadeza, a perda pode ensinar presença, o tempo pode ensinar paciência e as quedas podem ensinar a levantar.
Durante um período de recuperação física, muitos destes 84 sonetos nasceram entre pensamentos, lembranças, inquietações e afetos. Mas não permaneceram na escuridão. Entre sombras surgem o amor, a família, a amizade, a memória, a gratidão, a fé e, inesperadamente, o humor — essa capacidade tão humana de sorrir diante das próprias contradições.
Talvez o verdadeiro sentido do Lago de Piche esteja justamente aí: não no lugar onde a vida termina, mas naquele em que somos convidados a olhar para dentro.
Porque a sabedoria também nasce das travessias. A resiliência, das quedas. O amor, daquilo que permanece. E a ternura, talvez, seja uma das formas mais bonitas que a experiência encontra para nos tornar humanos.
Talvez a luz estivesse ali o tempo todo — esperando apenas que aprendêssemos a reconhecê-la.
| ISBN | 9786502275665 |
| Número de páginas | 111 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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