Ela não foi expulsa.
Não houve gritos, nem despedidas.
Houve silêncio.
Em uma casa cheia de vozes, ela começou a desaparecer. Não lhe faltava teto, comida ou cuidados — faltava escuta. Faltava lugar. Faltava ser vista como ainda inteira.
Lúcida, ativa e consciente, ela percebe que o abandono mais doloroso não é o da rua, mas o que acontece dentro de casa, quando a presença vira hábito e a opinião se torna formalidade. E então, sem drama, sem acusação e sem culpa, decide partir.
Mas partir, desta vez, não é desistência.
Em Não fui deixada. Eu fui., Tânia Keita constrói uma narrativa sensível e profunda sobre envelhecer com dignidade, escolher a si mesma e transformar o estigma do abrigo em espaço de pertencimento. Uma história sobre autonomia tardia, sobre coragem silenciosa e sobre a maturidade de continuar existindo quando o mundo parece já ter decidido por você.
Este não é um livro sobre abandono.
É um livro sobre escolha.
E sobre a força de dizer:
eu ainda posso ir.
| Número de páginas | 29 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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