Fatoumata: o dia que aprendi a ler o mundo é uma narrativa de testemunho com base biográfica que acompanha a trajetória de uma mulher marcada por tradições rígidas, violência silenciosa e escolhas impostas desde a infância. Criada em um contexto onde ser mulher significava obedecer e calar, Fatoumata atravessa experiências que moldam seu corpo e sua consciência, aprendendo cedo que o mundo não foi feito para ser explicado a ela — mas suportado.
Ainda menina, enfrenta rituais que deixam marcas profundas e inicia uma vida conjugal sem escolha, onde a obediência substitui o afeto e a sobrevivência se confunde com resignação. Entre perdas, maternidade, agressões e silêncios, Fatoumata vive como tantas outras mulheres: sustentando a vida enquanto é privada do direito de decidir sobre a própria.
A transformação começa quando ela encontra na educação um caminho possível. Aprender a ler vai além das palavras — torna-se uma forma de interpretar o mundo, nomear a violência, reconhecer o próprio valor e romper ciclos antigos. Aos poucos, o conhecimento se transforma em consciência, e a consciência em ação.
Ao narrar essa trajetória, Tânia Keita constrói um relato sensível e ético sobre resistência feminina, sem idealizações ou heroísmos. Fatoumata é a história de uma mulher comum que descobre que escolher a si mesma não é egoísmo, mas sobrevivência — e que, quando uma mulher aprende a ler o mundo, ela também aprende que pode transformá-lo.
| Número de páginas | 51 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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