Esta obra propõe uma inversão ontológica radical: a consciência não emerge do mundo físico, mas constitui seu fundamento transcendental. A realidade cotidiana revela-se uma interface – sistema funcional que organiza a experiência bruta em espaço, tempo, objetos e um ego. O pensamento, ferramenta indispensável, também oculta o si-mesmo transcendental, campo de presença silenciosa. A identificação equivocada com os conteúdos da interface gera sofrimento e isolamento. A suspensão do pensar – via negativa praticável – torna-se o método de acesso à clareza ontológica.
Reconhecer a realidade como sistema de apresentação dissolve a competição entre identidades e instaura uma ética espontânea da coexistência. O sofrimento é subproduto da individuação, mas também critério negativo de verdade e chamado à resposta ética. A obra integra fenomenologia, neurociência, física quântica e tradições contemplativas, construindo um modelo relacional da consciência: realismo imanente, pluralismo crítico. Política, tecnologia e cultura são arquiteturas de interface. O sentido da vida é travessia, não tesouro. A morte é transição perspectivista. A maturidade consiste em habitar a experiência com lucidez, dançando com suas dobras – sem fugir do mundo.
| ISBN | 9786502052679 |
| Número de páginas | 794 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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