Inspirado em Fatos Reais.
Na Praia Brava, em Florianópolis, existia um cão que não pertencia a ninguém — e, ao mesmo tempo, pertencia a todos.
Chamavam-no de Orelha. Um vira-lata de orelhas grandes demais, olhar atento e presença silenciosa, capaz de ouvir aquilo que os humanos já haviam desaprendido: a dor, o medo, a solidão.
Alimentado por uma velha viúva, protegido por pescadores, surfistas e comerciantes, Orelha tornou-se o eixo invisível de uma comunidade improvável. Ele não latia, não atacava, não julgava. Apenas estava. E, ao estar, salvava vidas — de um homem à beira do suicídio, de uma mulher fugindo da violência, de uma cidade anestesiada pela indiferença.
Até a madrugada em que a violência humana cruza um limite irreversível.
O assassinato brutal do cão rompe o equilíbrio da praia e expõe algo muito maior do que a morte de um animal: revela o quanto o mal pode se esconder atrás do riso, do privilégio e do silêncio social. À medida que o luto se espalha, personagens marcados por perdas profundas são forçados a escolher entre a vingança, o esquecimento ou a transformação.
Narrado com prosa densa, sensorial e profundamente humana, O Cão Orelha é um romance sobre empatia, justiça e resistência. Uma história que questiona até onde vai nossa capacidade de proteger o que é puro — e o que acontece quando falhamos.
Porque algumas mortes não encerram histórias.
Elas as inauguram.
| Número de páginas | 446 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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