Há um instante, depois da tempestade, em que o vento cessa e o coração finalmente escuta o que o barulho do mundo havia silenciado. É nesse instante que me encontro agora.
Não posso dizer que venci a ansiedade, a depressão ou o TDAH. Eles ainda caminham comigo — às vezes mais próximos, outras à distância. Mas aprendi que conviver com a dor é diferente de viver pela dor. Hoje, ela não me comanda mais; apenas me visita.
Entendi que a vida não é uma linha reta, e sim um ciclo de quedas e recomeços. E, talvez, o verdadeiro milagre seja continuar tentando. Como diz um antigo provérbio: “Não é o mais forte quem sobrevive, mas o mais adaptável. ”
E eu aprendi a me adaptar.
Continuo orando. Continuo fazendo terapia.
Continuo caminhando, lendo, escrevendo (com isso tudo me tornei escritor), e buscando. Continuo acreditando que cada manhã é uma nova chance de acertar o passo — ou de errar com mais consciência.
Hoje, quando olho para trás, percebo que tudo — até o que doeu — serviu para me conduzir até aqui. E se há uma frase que resume tudo isso, talvez seja a que tantas vezes repeti a mim mesmo: “não é sobre eliminar as tempestades, mas aprender a dançar na chuva”.
Se alguém, ao ler estas páginas, sentir que não está sozinho, então tudo já valeu a pena. Porque a maior cura que encontrei foi perceber que somos todos aprendizes da própria alma, tentando dar sentido ao mistério de existir.
E assim, sem respostas absolutas, mas com o coração em paz, fecho este livro como quem fecha
| ISBN | 9786551670947 |
| Número de páginas | 148 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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